Terminou há minutos o programa da Rtp2 Grandes Livros a falar do livro "Aparição" de Vergílio Ferreira. O programa explicava o livro numa vertente mais ligada ao mundo e ao escritor e não tanto literária. No entanto não deixei de aprender umas coisas, sei agora que entre outros prémios Vergílio António Ferreira( também descobri o nome dele) recebeu os prémios Camões e Camilo Castelo Branco. Uma pequena curiosidade é o facto da palavra aparição ter sido narrada apenas uma vez. Mas idiossincrasias à parte, desconhecia que o livro já tinha tido tantas edições na antiga união soviética.
Dorme, sossegada, na escuridão total. Toda a cidade dormia. De repente acende-se uma luz. Um candeeiro a óleo ilumina-se e a mulher acorda. Tapa-lhe os lábios, ela resiste mas é derrotada antes de poder pensar no que fazer. Despe-a, apodera-se dela, ela bate-lhe, afasta-o. Tenta fugir mas a porta está trancada, corre até à janela para pedir ajuda. Apenas uma janela estava acesa. Ela tenta abri-la, não consegue, é agarrada. Não pode mexer-se, está agora suja. A luz apaga-se, ela também.
sábado, 25 de abril de 2009
Hoje deu-me para escrever, deu-me para abrir os pulmões da mente, e gritar o que me flui na alma, que ultrapassa barreiras para atingir o infinito do pensamento.
Hoje deu-me para falar, dizer o que tenho escondido, fingido, deu-me para estender a sabedoria a todo o universo.
Hoje deu-me para ouvir, sentir no coração todo e qualquer pensamento, escutar a voz de dentro, aquilo que faz de nós o pouco que somos.
Hoje deu-me para sentir, tocar o interior e acarinhar, e não sentir nenhum pensamento, não sentir nada excepto o que sinto.
Hoje deu-me para amar, deu-me para esquecer que não amo, que gostava de o fazer hoje deu-me para escrever.
Ai? Ai!? Ai?! Ai o caralho. Aquele homem de seu nome Bernardim, está disposto a ir preso, mais, a morrer por senhora dona princesa. E quando este está a nadar com os peixinhos o máximo que ela faz é dizer... Ai? Como? Pergunto... como é possível que o Pai, ou tio, do teatro português não consiga fazer melhor do que: ai? Será assim que um amor, que nos nossos dias, seria chamado novelístico acabe com um ditongo? Um simples: Ai? Não é que a história seja má, para uma obra romântica, mas acabar com um ai é um insulto. Não só ao amor como a todos os homens deste planeta. Garrett, és um maricas... Ou eras. Ai... Não prestas, vAI-te lixar.
Isto não é um extintor, não, na realidade é apenas a placa que se encontra no seu lugar. Será talvez um trocadilho de quem quer que tenha feito a troca, ou então é aquilo a que as pessoas chamam um erro.
O sol ilumina a neve branca que o mar já congelou campo de rosas vermelhas que outro campo beijou desço o alto penhasco que ao seio de montes me levou sigo para sul a planície onde um lago me parou conheço cada centímetro deste mundo onde estou soalho de seda suave que, sem querer, me apaixonou Pensei já ter tirado o meu coração daqui afinal estava enganado, afinal nunca parti